Futuro, futuro... faz um acordo comigo (desculpa a paráfrase medíocre Caetano), me deixa sonhar, sonhar e sonhar e não me cobra um preço alto por isso. O que você tem mesmo para me oferecer se eu parar de dançar e dançar? Me diz...
Deixa eu continuar dançando, dançando e dançando. Me permite, senhor de todas as horas, fazer de tudo um movimento, uma gentileza, um gesto de carinho.
Me faz companhia nessa vida que parece tão longa, mas que é tão curta. Dança comigo como quem não tem certeza de um amanhã (será que alguém tem?); dança comigo como os amantes que se escondem dos olhos impiedosos e cheios de julgamentos dos juízes de plantão; dança comigo com o mesmo prazer de quem ouve o show do lado de fora, pq não tem R$ para pagar o ingresso.
Nesses dias a vida tem sido mais misteriosa...
Benjamin, meu amigo, eu acho que acabamos dançando de qualquer jeito mesmo (hehehe). Então, vamos fazer com que seja incrível, único. Eu penso que não deveríamos nos contentar com nada que não seja inteiro, de verdade, sincero e cheio de amor e ternura.
Meu amigo Benjamin é um cabra que sonha, sonha e tenta ter a disciplina e perseverança para colocá-los em prática.
Benjamin, meu pai dizia que "quem tem vontade, tem a metade"; dizia também que "se malandro fosse esperto, ia ser honesto por malandragem. Malandro é quem é honesto, pois sempre vai se dar bem".
E a última dança? Quando é que é que essa vontade vertiginosa de dançar vai passar? Será que dançamos até o finalzinho da música?!