"Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar..."
(Lisbela - Caetano Veloso e José Almino)
terça-feira, 21 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sozinho
E ele teve medo da descoberta da sua própria força
Seria a fragilidade sua maior resistência?
Ficou assustado em não se preocupar com novas resoluções.
Com novos acordos e tratados.
Não precisava fingir que não sentiria falta.
Mas precisava continuar o caminho...
Continuar buscando o que fora lhe prometido.
Perguntei: "e quanto ao amor cabra?"
Ele silenciou.
É incrível como os gritos do silêncio incomodam.
Como nos fazem ficar surdos e aterrorizados diante do nada.
Parecia calmo.
Falei sobre a felicidade, o amor e a poesia.
Ele riu timidamente.
Imagino como deve se sentir.
E a guerra continua...
Avisei que ele não era talhado para tais batalhas.
A guerra embrutece todos os que participam dela, dilacera corações apaixonados...
Essa não seria diferente.
Acho melhor entender de uma vez por todas que o momento é agora.
Vamos comigo.
Estou saindo, descendo as escadas do casarão abandonado.
Quem irá comigo?
Ninguém se habilita?
Pois irei sozinho.
Com medo? Talvez.
Mas, sobretudo, com fé e vontade.
Já tenho a minha metade.
Falta você.
Mas, descobri que você não é a minha metade.
- Esse Benjamin está cada dia mais louco.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Almoço
Tempo tem sido um artigo raro nesses momentos do agora...
Meu almoço vai ser sacrificado por uma boa razão: preciso escrever. Preciso falar.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Um sentimento
Hoje eu queria um sentimento novo.
Queria ser surpreendido pela notícia da tua felicidade.
******
Será que as coisas vão sair como planejamos? hehehe
******
Toda vez que tô perto do meu aniversário fico todo pensativo... emotivo. O mundo ganha cores que transcendem o meu daltonismo.
É incrível como nos preocupamos com coisas que não temos condições de resolvermos sozinhos. Essa, ao meu ver, é a maior contradição em ser adulto: quando somos crianças, todo mundo faz tudo por nós. Não somos capazes de gerenciarmos (usando um termo que combina mais com o local onde estou escrevendo este texto...hehehe) nossa existência... aí, depois, crescemos... fingimos, num acordo tácito, que já sabemos nos virar sozinhos.
Às vezes, eu tenho medo de não ser um adulto, de nunca vir a ser um cabra maduro. Será que todo mundo sente medo? Tenho vontade de sair por aí perguntando qual é o medo das pessoas que eu encontro pela rua... me controlo mais pq podem me chamar (mais do que já chamam...hahaha) de louco.
- Eu adoro amar algumas pessoas.
- Eu acho incrível a sensação de me sentir ligado a alguém. hehehe
Viver não tem manual pq nada abarcaria isso aqui.
Queria ser surpreendido pela notícia da tua felicidade.
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Será que as coisas vão sair como planejamos? hehehe
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Toda vez que tô perto do meu aniversário fico todo pensativo... emotivo. O mundo ganha cores que transcendem o meu daltonismo.
É incrível como nos preocupamos com coisas que não temos condições de resolvermos sozinhos. Essa, ao meu ver, é a maior contradição em ser adulto: quando somos crianças, todo mundo faz tudo por nós. Não somos capazes de gerenciarmos (usando um termo que combina mais com o local onde estou escrevendo este texto...hehehe) nossa existência... aí, depois, crescemos... fingimos, num acordo tácito, que já sabemos nos virar sozinhos.
Às vezes, eu tenho medo de não ser um adulto, de nunca vir a ser um cabra maduro. Será que todo mundo sente medo? Tenho vontade de sair por aí perguntando qual é o medo das pessoas que eu encontro pela rua... me controlo mais pq podem me chamar (mais do que já chamam...hahaha) de louco.
- Eu adoro amar algumas pessoas.
- Eu acho incrível a sensação de me sentir ligado a alguém. hehehe
Viver não tem manual pq nada abarcaria isso aqui.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Papo cabeça
Falei para um amigo meu (brincando) que "ser poeta é sentir dor" e ele respondeu bem rapidinho: "Então, a Fundação Hospitalar e o PS estão cheios de poetas?"... hehehe.
terça-feira, 29 de junho de 2010
A última dança
Futuro, futuro... faz um acordo comigo (desculpa a paráfrase medíocre Caetano), me deixa sonhar, sonhar e sonhar e não me cobra um preço alto por isso. O que você tem mesmo para me oferecer se eu parar de dançar e dançar? Me diz...
Deixa eu continuar dançando, dançando e dançando. Me permite, senhor de todas as horas, fazer de tudo um movimento, uma gentileza, um gesto de carinho.
Me faz companhia nessa vida que parece tão longa, mas que é tão curta. Dança comigo como quem não tem certeza de um amanhã (será que alguém tem?); dança comigo como os amantes que se escondem dos olhos impiedosos e cheios de julgamentos dos juízes de plantão; dança comigo com o mesmo prazer de quem ouve o show do lado de fora, pq não tem R$ para pagar o ingresso.
Nesses dias a vida tem sido mais misteriosa...
Benjamin, meu amigo, eu acho que acabamos dançando de qualquer jeito mesmo (hehehe). Então, vamos fazer com que seja incrível, único. Eu penso que não deveríamos nos contentar com nada que não seja inteiro, de verdade, sincero e cheio de amor e ternura.
Meu amigo Benjamin é um cabra que sonha, sonha e tenta ter a disciplina e perseverança para colocá-los em prática.
Benjamin, meu pai dizia que "quem tem vontade, tem a metade"; dizia também que "se malandro fosse esperto, ia ser honesto por malandragem. Malandro é quem é honesto, pois sempre vai se dar bem".
E a última dança? Quando é que é que essa vontade vertiginosa de dançar vai passar? Será que dançamos até o finalzinho da música?!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Segunda-feira
Enfim voltei do exílio...
Com a vontade de falar, de me contar, de sentir o cheiro inebriante das novas sensações, visita há muito tempo aguardada e convites inesperados.
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Na tentativa de compreender corremos o risco de simplesmente não viver. Por isso, comunico a mim mesmo que desisti de entender. Talvez um dia eu descubra que a magia e o fascínio de tudo esteja no mistério que nos rodeia. A não informação é uma notícia que não machuca, é a verdade embrulhada num papel vistoso e com laço bonito, é a mulher com quilos a mais numa calça bem apertadinha ...hehehe.
Alguns podem entender (fazer o quê né?!) isso como um ato de covardia. Mas eu, sinceramente, penso ser um ato necessário e corajoso. Um momento de desapego com as verdades. A celebração dos mistérios, do que não foi dito. Sofrer menos é uma decisão prudente.
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Como estamos em copa do mundo quero dividir com vocês, mais tarde, (em especial você!) uma metáfora que me veio à cabeça ontem a noite: Daqui a pouco faço a postagem.
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