quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vontade

Descobri, hoje, que vontade pega
que se espalha como uma virose.
Foi estranho e ao mesmo tempo interessante
Mas quando fui olhado nos olhos, senti vontade.
A vontade não estava em mim
Mas eu a aceitei.
Permiti que se abrigasse nos meus devaneios, nos meus sonhos.
Permiti que me percebesse frágil e sozinho.
Aceitei a condição de abraçar a falta de vontade.
E eis que a vontade alheia me contaminou.
Desejo.

Pessoa

"E toda a infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém... "

(Fernando Pessoa)


Desde ontem estou numa peleja com um livro do Fernando Pessoa.
Foi um presente.
Mas na verdade, devo admitir, encarei como caridade. Um ato de compaixão.
Eu estava precisando desse livro e nem sabia que ele existia.
Será que funciona assim com tudo?
Será que estou esperando por quem ainda nem conheço?
Dito assim, tudo parece mais incrível.

Têm dias...

Têm dias que amanhecem com uma luminosidade diferente.
Uma empolgação sem causa
Uma fé inabalável.
Uma vontade de resistir
de suportar
O desejo de se entregar.
Será que nesses dias é Deus que está mais perto?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sentimento é coisa séria

"As coisas mais importantes da vida não são coisas"


Sentimento é assunto importante para esses tempos de aridez.
não me conformo com pouco amor, com sentimentos comedidos. Com proteções tão convenientes.
Aceito pagar todos os preços por amar demais.
Aceito ser dono desse meu destino incerto.
Aceito a tua mão sobre a minha...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Prece

"Eu quero a sina de um artista de cinema

Eu quero a cena onde eu possa brilhar

Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo

Um beijo imenso, onde eu possa me afogar..."


(Lisbela - Caetano Veloso e José Almino)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sozinho

E ele teve medo da descoberta da sua própria força
Seria a fragilidade sua maior resistência?
Ficou assustado em não se preocupar com novas resoluções.
Com novos acordos e tratados.
Não precisava fingir que não sentiria falta.
Mas precisava continuar o caminho...
Continuar buscando o que fora lhe prometido.
Perguntei: "e quanto ao amor cabra?"
Ele silenciou.
É incrível como os gritos do silêncio incomodam.
Como nos fazem ficar surdos e aterrorizados diante do nada.
Parecia calmo.
Falei sobre a felicidade, o amor e a poesia.
Ele riu timidamente.
Imagino como deve se sentir.
E a guerra continua...
Avisei que ele não era talhado para tais batalhas.
A guerra embrutece todos os que participam dela, dilacera corações apaixonados...
Essa não seria diferente.
Acho melhor entender de uma vez por todas que o momento é agora.
Vamos comigo.
Estou saindo, descendo as escadas do casarão abandonado.
Quem irá comigo?
Ninguém se habilita?
Pois irei sozinho.
Com medo? Talvez.
Mas, sobretudo, com fé e vontade.
Já tenho a minha metade.
Falta você.
Mas, descobri que você não é a minha metade.
- Esse Benjamin está cada dia mais louco.