terça-feira, 29 de junho de 2010

A última dança

Futuro, futuro... faz um acordo comigo (desculpa a paráfrase medíocre Caetano), me deixa sonhar, sonhar e sonhar e não me cobra um preço alto por isso. O que você tem mesmo para me oferecer se eu parar de dançar e dançar? Me diz...
Deixa eu continuar dançando, dançando e dançando. Me permite, senhor de todas as horas, fazer de tudo um movimento, uma gentileza, um gesto de carinho.
Me faz companhia nessa vida que parece tão longa, mas que é tão curta. Dança comigo como quem não tem certeza de um amanhã (será que alguém tem?); dança comigo como os amantes que se escondem dos olhos impiedosos e cheios de julgamentos dos juízes de plantão; dança comigo com o mesmo prazer de quem ouve o show do lado de fora, pq não tem R$ para pagar o ingresso.
Nesses dias a vida tem sido mais misteriosa...
Benjamin, meu amigo, eu acho que acabamos dançando de qualquer jeito mesmo (hehehe). Então, vamos fazer com que seja incrível, único. Eu penso que não deveríamos nos contentar com nada que não seja inteiro, de verdade, sincero e cheio de amor e ternura.
Meu amigo Benjamin é um cabra que sonha, sonha e tenta ter a disciplina e perseverança para colocá-los em prática.
Benjamin, meu pai dizia que "quem tem vontade, tem a metade"; dizia também que "se malandro fosse esperto, ia ser honesto por malandragem. Malandro é quem é honesto, pois sempre vai se dar bem".
E a última dança? Quando é que é que essa vontade vertiginosa de dançar vai passar? Será que dançamos até o finalzinho da música?!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Segunda-feira

Enfim voltei do exílio...
Com a vontade de falar, de me contar, de sentir o cheiro inebriante das novas sensações, visita há muito tempo aguardada e convites inesperados.
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Na tentativa de compreender corremos o risco de simplesmente não viver. Por isso, comunico a mim mesmo que desisti de entender. Talvez um dia eu descubra que a magia e o fascínio de tudo esteja no mistério que nos rodeia. A não informação é uma notícia que não machuca, é a verdade embrulhada num papel vistoso e com laço bonito, é a mulher com quilos a mais numa calça bem apertadinha ...hehehe.
Alguns podem entender (fazer o quê né?!) isso como um ato de covardia. Mas eu, sinceramente, penso ser um ato necessário e corajoso. Um momento de desapego com as verdades. A celebração dos mistérios, do que não foi dito. Sofrer menos é uma decisão prudente.
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Como estamos em copa do mundo quero dividir com vocês, mais tarde, (em especial você!) uma metáfora que me veio à cabeça ontem a noite: Daqui a pouco faço a postagem.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Na companhia de Benjamin


Que tal a companhia de um Benjamin para esses dias frios que se anunciam?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dúvidas

Existe a possibilidade de se voar com os pés no chão?

Existe saudade do que nunca foi vivido?

Existe a possibilidade de uma segunda chance?

Existe alguma chance de nós vivermos nosso amor ainda nesta vida?

Me diz que vai ficar tudo bem.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

As novidades de Benjamin

Depois de muito tempo, meu amigo Benjamin deu notícias - confesso que já estava preocupado com o seu desaparecimento. Pois então, ele me ligou esta manhã, bem cedo, para dizer que está feliz. Ponderei com ele do risco de tal sentimento, mas fui ignorado. Disse que está bem, calmo (!), seguro e com uma vontade danada de deixar alguns pesos pelo caminho. Mas ponderou que não é abandonar ou se revoltar (hehehe). É a necessidade de fazer escolhas. Saber o que lhe faz bem e o que lhe causa sofrimento. Benjamin falou de um jeito original sobre o gostar. Acha que está reavaliando sentimentos e pessoas. É capaz que tenha potencializado o que não deveria.
Notei em Benjamin uma grande disposição para a vida, para as batalhas necessárias de cada dia.
Viver é, realmente, um milagre que não deveríamos ignorar. Quando a gente sente uma força maior do que nós, uma maneira, uma forma de ver diferente. É como se estivéssemos para trocar de série, de ano, de fase, de pele, de faixa. É o destino acertando de contas conosco. Nos dizendo que mesmo que tenhamos feito o dever de casa bem direitinho, ainda assim, muitas surpresas virão. E Benjamin não quer nada pronto, pré-fabricado, ensaiado, pensado, certinho e embalado. Ele quer o mundo todo e toda a vida que há nele. Ele quer todas as pessoas, amar todo mundo, estar conectado com tudo o que é vivo e livre. Ele que experimentar o peso dessa tal liberdade (rsrs). E que venha a vida meus caros. Viver está sendo a maior aventura que eu podia ter me metido. Mas dela, não saio por nada.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Resfriado

O meu querer é sincero.
Pode não ser prudente,
Mas é legítimo.

O meu amor é verdadeiro.
Pode não ser pra sempre,
Mas é intenso.

Você tem alguma ideia melhor?

Vem cuidar de mim.

(Benjamin, direto da Cajarana Azul)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Para Benjamin

Quero dedicar à você, Benjamin, um texto que gosto muito, do João Guimarães Rosa:

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."